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19/Jun/2026

Lácteos: importações avançam e ampliam déficit

As importações e exportações brasileiras de lácteos avançaram em maio, mas o crescimento das compras externas manteve a balança comercial do setor em trajetória deficitária. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o déficit em volume aumentou 2,8% em relação a abril, alcançando 220,4 milhões de litros equivalentes de leite (EqL). As importações totalizaram 226,21 milhões de litros EqL em maio, crescimento de 3,58% frente ao mês anterior. Na comparação com maio de 2025, o avanço foi de 27,93%. As exportações registraram desempenho mais expressivo no comparativo mensal, com alta de 45,33%, somando 5,81 milhões de litros EqL. Apesar da recuperação frente a abril, o volume embarcado permaneceu 21,42% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Em valores, o saldo negativo da balança comercial de lácteos atingiu US$ 93,8 milhões em maio, aumento de 2,6% em relação a abril. Na comparação anual, o déficit em volume cresceu 30,09%. O leite em pó continuou sendo o principal item das importações brasileiras, respondendo por 69,2% do volume total adquirido no exterior. As compras do produto avançaram 3,66% em relação a abril, alcançando 156,64 milhões de litros EqL. Os queijos ocuparam a segunda posição entre os produtos importados, com participação de 30,1% e volume de 68 milhões de litros EqL, alta de 3,31% no comparativo mensal.

Nas exportações, os destaques foram o leite condensado e os queijos. O leite condensado respondeu por 26,2% dos embarques e registrou crescimento de 74,04% frente a abril, totalizando 1,52 milhão de litros EqL. Já os queijos representaram 37,3% das exportações brasileiras de lácteos e avançaram 36,33%, alcançando 2,17 milhões de litros EqL. O cenário evidencia que, apesar da recuperação dos embarques em maio, o forte volume de importações, especialmente de leite em pó, continua ampliando a dependência do mercado doméstico em relação ao produto externo e mantendo elevada a pressão sobre a balança comercial do setor. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.