18/Jun/2026
O mercado físico do boi gordo apresentou comportamento heterogêneo, com estabilidade das cotações em São Paulo e ajustes negativos em diversas regiões pecuárias. O movimento ocorre após as altas registradas na semana anterior, que permitiram alongamento das escalas de abate e levaram parte dos frigoríficos a testar preços menores para aquisição de bovinos. A oferta continua relativamente ajustada. Mesmo com a entrada do inverno, as chuvas observadas em diversas regiões mantêm boas condições das pastagens, permitindo que os pecuaristas escalonem a comercialização dos bovinos terminados. Esse cenário reduz a necessidade de vendas imediatas e limita movimentos mais intensos de baixa.
As exportações permanecem como principal fator de sustentação do mercado. Apesar do cenário favorável para as exportações, o mercado acompanha com atenção a proximidade do preenchimento da cota chinesa de importação de carne bovina com tarifa reduzida. A expectativa é de que o limite seja atingido entre o fim de julho e o início de agosto, fator que pode ampliar a volatilidade das cotações no curto prazo. Os fundamentos permanecem positivos para o setor. A oferta global restrita de carne bovina e o atual ciclo de retenção de fêmeas no Brasil continuam sustentando perspectivas favoráveis para o mercado pecuário. Em São Paulo, o boi gordo segue cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 355,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, sete dias de operação.
Com programações de abate mais confortáveis após as recentes valorizações, parte da indústria frigorífica passou a atuar com ofertas inferiores nas negociações. Em contrapartida, unidades com menor cobertura de escalas seguem operando próximas das referências vigentes para garantir o abastecimento de matéria-prima. Nas demais regiões produtoras prevalece movimento de acomodação. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 320,00 e R$ 325,00 por arroba; em Mato Grosso do Sul, a R$ 345,00 por arroba; em Mato Grosso, entre R$ 343,00 e R$ 347,00 por arroba; no Paraná, a R$ 343,00 por arroba; em Tocantins, entre R$ 333,00 e R$ 335,00 por arroba; e em Alagoas, a R$ 342,00 por arroba.