18/Jun/2026
A expansão da produção pecuária brasileira nos últimos anos e a elevada competitividade da cadeia produtiva da carne bovina continuam fortalecendo o papel estratégico do setor tanto no abastecimento do mercado interno quanto no atendimento à crescente demanda internacional. Esse cenário é confirmado pelos dados oficiais de abate divulgados pelo IBGE. Os números consolidados referentes ao primeiro trimestre de 2026 apontam um novo recorde no abate de bovinos no Brasil, refletindo a expansão da produção pecuária e a maior oferta de animais para comercialização. De acordo com o IBGE, 10,289 milhões de bovinos (machos e fêmeas) foram abatidos no Brasil de janeiro a março de 2026, um recorde considerando-se o primeiro trimestre de cada ano da série do IBGE.
Além disso, esse volume é 3,27% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 9,1% maior que o observado no primeiro trimestre de 2024. Do total de bovinos abatidos, os machos (bois e novilhos) representaram aproximadamente 50% do volume, com 5,152 milhões de cabeças. As fêmeas (vacas e novilhas) responderam por 49,9% do total, somando 5,136 milhões de cabeças, também o maior número já registrado para um primeiro trimestre. De janeiro a março deste ano, foram abatidas 1,692 milhão de novilhas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (1,595 milhão de cabeças) e 26% superior ao primeiro trimestre de 2024, estabelecendo um novo recorde para o período. O volume de novilhas abatidas nos três primeiros meses deste ano representou 16% do total de bovinos abatidos, mesma participação observada no primeiro trimestre de 2025 e apenas 1% inferior à maior participação já registrada para a categoria, de 17%, verificada no segundo trimestre de 2025.
Para as vacas, o volume abatido no primeiro trimestre deste ano alcançou 3,444 milhões de cabeças, 3,5% a mais que no mesmo período de 2025 e 14% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2024, configurando um recorde para o período. As vacas adultas responderam por 34% do total de bovinos abatidos no trimestre. A elevada participação das fêmeas nos abates sugere a continuidade do processo de descarte de matrizes, comportamento típico de fases de maior oferta de animais no ciclo pecuário. Esse movimento contribui para ampliar a disponibilidade de carne no curto prazo, embora possa influenciar a dinâmica da oferta nos próximos anos. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.