17/Jun/2026
O Ministério da Agricultura afirmou que o governo brasileiro trabalha para construir uma regra de transição com a União Europeia para a carne bovina, enquanto vê possibilidade de adaptação mais rápida da cadeia de frango às novas exigências do bloco sobre antimicrobianos. A diferença entre as duas cadeias é técnica: o frango tem ciclo de cerca de 40 a 42 dias, enquanto o boi, mesmo em ciclo curto, leva de 18 a 20 meses. A perspectiva é positiva. Ressalta-se que o Brasil continua exportando até o dia 3 de setembro. A expectativa é fazer um protocolo de transição.
O tema esteve na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à margem da cúpula do G7. A pauta agropecuária com o bloco envolve três pontos, afirmou: a discussão sobre antimicrobianos, o aumento das exportações brasileiras de açúcar e as vendas de etanol. Há possibilidade de o Brasil restringir ou banir o uso de determinados antimicrobianos para atender às exigências europeias, mas o assunto ainda precisa ser discutido. A diferença entre frango e bovinos pesa na negociação. No caso do frango, o ciclo mais curto permitiria uma adequação mais rápida. Na carne bovina, o período de produção mais longo exige uma solução de transição.
A ideia é fazer uma regra de transição para bovinos, enquanto já incorpora o frango. As conversas com os europeus ocorrem em diferentes frentes. A União Europeia representa menos de 5% da pauta brasileira de exportação de carnes, mas é considerada um mercado relevante por pagar preços mais elevados. A expectativa do governo é avançar positivamente no acordo, até por conta das boas relações que o Brasil tem com a União Europeia. A discussão sobre antimicrobianos não deve ser interpretada como questionamento à qualidade sanitária brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.