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17/Jun/2026

Carnes: confiança no sistema sanitário nacional

Segundo o Ministério da Agricultura, o impasse entre Brasil e União Europeia envolvendo carnes e produtos de origem animal não está relacionado a falhas no sistema brasileiro de defesa agropecuária. A divergência decorre de novas exigências regulatórias impostas pelo bloco europeu, enquanto o governo brasileiro trabalha para adequar procedimentos dentro do período de transição estabelecido, sem interrupção imediata das exportações. O Brasil continua autorizado a exportar para a União Europeia até 3 de setembro, período durante o qual autoridades brasileiras e europeias negociam mecanismos de adaptação às novas regras. A expectativa do governo é de que o processo seja concluído de forma célere, preservando o fluxo comercial e o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu. A estratégia de negociação envolve atuação conjunta de diferentes áreas do governo federal.

O tema está sendo conduzido simultaneamente pelas equipes técnicas do Ministério da Agricultura, pela frente diplomática do Ministério das Relações Exteriores e por articulações políticas em nível presidencial. A questão também integra a agenda internacional do governo brasileiro. O tema deverá ser discutido em reuniões entre representantes do Brasil e da União Europeia, com foco na defesa dos procedimentos sanitários adotados pelo País e na busca por soluções técnicas que garantam a continuidade das exportações. O posicionamento do governo ocorre em um contexto de expansão da presença internacional do agronegócio brasileiro. Atualmente, o Brasil exporta para cerca de 180 mercados e mantém a meta de ampliar significativamente o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao exterior até o fim do atual mandato presidencial.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, já foram abertos 641 mercados para produtos brasileiros, o equivalente a aproximadamente 91% da meta estabelecida pelo governo. A ampliação da rede internacional de comércio tem sido apoiada pelo fortalecimento da estrutura de adidância agrícola, que passou de 29 para 40 postos, distribuídos em 39 mercados estratégicos. Na China, o Brasil mantém dois adidos agrícolas. Os adidos desempenham papel relevante na abertura de novos mercados, na manutenção dos fluxos comerciais existentes e no acompanhamento de exigências regulatórias e sanitárias dos países importadores. A atuação da rede internacional é considerada estratégica para sustentar a expansão das exportações agropecuárias brasileiras e fortalecer a presença do País nos principais mercados globais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.