08/Jun/2026
O Brasil apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU), em Roma, dados científicos que mostram que a pecuária do País consegue garantir a segurança alimentar global reduzindo o impacto ambiental. Isso foi o que revelou o estudo “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil - 2025 a 2050”, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), lançado durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (COAG) pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e pela Missão do Brasil em Roma, representação diplomática coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Conforme o estudo, com o Plano ABC+ e integração lavoura-pecuária-floresta, o Brasil pode derrubar a intensidade de emissões de 80 kg para apenas 5 kg de CO2 por quilo de carne até 2050, atingindo nível de descarbonização de 92,6%. Mais, em 20 anos, a produção de carne saltou 240% enquanto a área de pastagem encolheu 11%, o que poupou 397 milhões de hectares. E a projeção é de que a área de pastagem caia mais 35% até 2050. Com isso, destaca o estudo da FGV Agro, o Brasil pode abastecer o mundo usando apenas 30,2% do seu território para a agropecuária, mantendo 66,3% da vegetação nativa preservada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.