05/Jun/2026
O mercado físico do boi gordo registra alta nas cotações, em um movimento de reposicionamento dos frigoríficos após a redução das escalas de abate observada no fim de maio. A necessidade de garantir matéria-prima para os próximos dias, somada ao bom escoamento da carne bovina e ao desempenho das exportações, leva a indústria a voltar às compras em diversas regiões pecuárias. Em São Paulo, o boi gordo registra alta de R$ 2,00 por arroba, para R$ 349,00 por arroba a prazo. O "boi China" tem avanço de R$ 3,00 por arroba, alcançando R$ 355,00 por arroba a prazo. As cotações da vaca e da novilha permanecem estáveis, em R$ 320,00 por arroba a prazo e a R$ 332,00 por arroba a prazo, respectivamente. As escalas de abate atendem, em média, a 8 dias.
O cenário marca uma mudança de direção em relação às últimas semanas, quando o mercado operava sob pressão de escalas mais confortáveis e maior oferta de bovinos. Agora, a combinação entre demanda aquecida, exportações firmes e postura cautelosa dos pecuaristas volta a dar sustentação às cotações, em um momento em que a indústria busca recompor suas programações de abate para o restante do mês. Em um ambiente de oferta controlada e escalas mais curtas, os frigoríficos buscam evitar apertos na programação dos próximos dias.
Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 317,00 e R$ 324,00 por arroba; na Bahia, a R$ 314,00 por arroba, no Paraná, a R$ 344,00 por arroba; em Santa Catarina, a R$ 350,00 por arroba; em Rondônia, a R$ 338,00 por arroba; no Acre, a R$ 302,00 por arroba; no Espírito Santo, a R$ 317,00 por arroba e em Mato Grosso, a R$ 344,00 por arroba. Em Mato Grosso do Sul, a oferta enxuta de bovinos também contribuiu para a firmeza do mercado. Embora a cotação do boi gordo permaneça em R$ 345,00 por arroba, as fêmeas registram valorização. A vaca gorda está cotada entre R$ 313,00 e R$ 315,00 por arroba e a novilha gorda, a R$ 328,00 por arroba. O "boi China" segue negociado a R$ 350,00 por arroba no Estado. As escalas de abate atendem, em média, a 7 dias. Em São Paulo, no atacado, há melhora no escoamento da carne e a expectativa é de avanço adicional da demanda ao longo de junho, favorecida pela entrada dos salários na economia e pelas festividades juninas.