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03/Jun/2026

Boi: projeção da rentabilidade do confinamento 2026

A rentabilidade do confinamento bovino no Brasil poderá atingir 23,31% em 2026. Os cálculos consideram um período de 100 dias de confinamento e ganho médio diário de 1,87 quilo por bovino. Para a projeção, foram utilizados os preços observados em maio, com o boi gordo para outubro cotado a R$ 352,00 por arroba e o milho para julho a R$ 68,00 por saca de 60 Kg. O cenário projetado para 2026 ocorre em um contexto de restrição da oferta global de proteínas animais. O mercado internacional atravessa um dos maiores déficits de carnes vermelhas desde 2006, condição que tende a fortalecer a demanda por proteína bovina e ampliar a importância do confinamento como ferramenta para elevar a produtividade e a disponibilidade de carne.

A expectativa é de que o sistema de confinamento continue desempenhando papel estratégico no aumento da produção de carcaças e no atendimento da demanda dos mercados doméstico e internacional. Os resultados recentes reforçam esse cenário positivo. Em 2025, o retorno médio da atividade alcançou 16,31%, configurando o segundo melhor desempenho registrado nos últimos 11 anos. O resultado refletiu condições favoráveis de mercado e margens atrativas para os produtores que adotaram sistemas intensivos de terminação. A perspectiva para 2026 indica manutenção da competitividade da atividade, sustentada pela combinação de demanda aquecida, necessidade de ampliação da oferta global de proteína animal e ganhos de eficiência proporcionados pelo confinamento. O confinamento de bovinos no País passa por uma mudança estrutural baseada na integração com coprodutos da agroindústria e na demanda do mercado internacional.

O mercado internacional depende do fornecimento brasileiro por causa das lacunas no ciclo pecuário dos Estados Unidos, da Austrália e da Argentina. É por isso que a China não vai reduzir o volume de compra de carne brasileira, até pela produção mundial. Não tem outro país para ofertar tanta carne como o Brasil. Outro fator que deve impulsionar a expansão do confinamento deve ser a transformação das usinas de cana-de-açúcar em indústrias flex. A indústria de cana-de-açúcar vai ter de virar flex porque o milho e seus subprodutos voltam para São Paulo, estimulando uma produção pecuária mais forte no Estado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.