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03/Jun/2026

Boi: carne bovina não deve entrar na tarifa dos EUA

A pressão inflacionária nos Estados Unidos e a restrição da oferta de carne bovina no mercado norte-americano tendem a reduzir o espaço para a adoção de novas tarifas ou barreiras comerciais contra a carne brasileira. Segundo a análise, uma eventual elevação tarifária teria impacto direto sobre os preços pagos pelos consumidores norte-americanos em um momento de oferta reduzida de carne bovina e de valorização do produto no mercado interno dos Estados Unidos. O cenário ganha relevância adicional com o início do período de férias no país, quando a demanda por carne tende a aumentar.

A carne bovina possui papel estratégico no abastecimento do mercado norte-americano, especialmente em segmentos ligados ao consumo de hambúrgueres, o que reduz a possibilidade de substituição por outras proteínas. A avaliação também considera as limitações dos principais concorrentes do Brasil. A Austrália apresenta preços mais elevados para a carne bovina, enquanto o Paraguai possui valores competitivos, mas não dispõe do mesmo volume de produção e capacidade de industrialização observados no mercado brasileiro.

No mercado internacional, o cenário de menor disponibilidade de proteína animal também é observado na China, principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. A necessidade de abastecimento do mercado chinês reforça as perspectivas positivas para a demanda pelo produto brasileiro. A combinação entre oferta global restrita, demanda aquecida e competitividade da carne brasileira reduz a viabilidade econômica de medidas tarifárias mais severas por parte dos Estados Unidos. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.