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22/May/2026

Lácteos: preços desaceleram na 1ª quinzena de maio

Em São Paulo, no atacado, os preços dos derivados lácteos registraram alta em abril, acompanhando a valorização da matéria-prima e a manutenção de estoques mais ajustados. O movimento refletiu a redução gradual da produção de leite no campo desde o início do ano e o aumento do custo da matéria-prima, fatores que limitaram o processamento industrial e sustentaram reajustes positivos nos derivados. A muçarela encerrou abril com média de R$ 34,86 por Kg, alta de 12,65% em relação a março.

O leite UHT atingiu R$ 5,03 por litro, com avanço de 20,17% no comparativo mensal. O leite em pó fechou o mês cotado a R$ 30,47 por Kg, com elevação de 1,52% frente ao mês anterior. Em termos reais, deflacionados pelo IPCA de abril, o leite UHT e a muçarela apresentaram altas anuais de 8,74% e 2,34%, respectivamente. Na dinâmica recente do mercado, a primeira quinzena de maio mostrou desaceleração dos preços. No período de 1º a 15 de maio, o leite UHT registrou média de R$ 4,84 por litro, recuo de 3,64% em relação a abril.

A muçarela permaneceu praticamente estável, com média de R$ 34,91 por Kg e leve variação positiva de 0,17%. Esse comportamento indica alternância entre altas e estabilizações, refletindo o ajuste entre oferta e demanda ao longo da cadeia. A sustentação das cotações em abril esteve associada à menor disponibilidade de leite cru, que reduziu a capacidade de processamento das indústrias, além de estoques mais ajustados e maior concorrência entre compradores pela matéria-prima.

Ao mesmo tempo, a demanda mais fraca e a pressão do atacado passaram a limitar a intensidade dos repasses ao consumidor no início de maio. O cenário de curto prazo indica que a dinâmica dos preços tende a permanecer sensível ao equilíbrio entre oferta restrita de leite no campo e consumo mais cauteloso, com agentes da cadeia ajustando estratégias de compra e venda diante da volatilidade recente dos derivados. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.