21/May/2026
Números preliminares do volume total de animais abatidos no primeiro trimestre de 2026 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os números de cabeças abatidas registram recordes neste início de ano, reflexo do acréscimo de produção nos últimos anos. No acumulado de janeiro a março foram abatidos no Brasil o montante de 10,289 milhões de bovinos, número 3,47% superior ao mesmo período de 2025, recorde anterior. O acréscimo no montante de bovinos abatidos no primeiro trimestre vem numa sequência positiva desde 2022. Quando analisado os números em comparação ao último trimestre de 2022, pelo contrário, houve uma queda na quantidade de animais abatidos no montante de 6,06%.
Esse movimento é explicado pela maior quantidade de chuvas ao longo do começo desse ano, o que fez com que muitos pecuaristas mantivessem seus bovinos no pasto na busca por preços melhores, somado a um menor abate de fêmeas devido a estação reprodutiva, entre outubro e março. O custo menor do alimento para a engorda neste começo de ano também contribui para um manejo de bovinos no pasto. Junto com o aumento dos bovinos abatidos, quando analisada a produção de carne de janeiro a março de 2026, o montante chegou à 2,63 milhões de toneladas, 5,26% maior que o primeiro trimestre de 2025, mas 9,53% menor que o último trimestre do ano passado, sempre lembrando que a produtividade de bovinos em confinamento é em média superior ao pasto, característica da engorda no final do ano. Neste começo de 2026, foram produzidos 256,1 quilogramas por bovino, número 1,73% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Importante destacar que a produtividade por bovino volta a subir depois de um recuo do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2025, houve queda de 3,69% de carne produzida por bovino. A melhoria da produtividade neste começo de ano em relação ao ano passado é explicada por um menor abate de fêmeas, principalmente de vacas adultas, com peso inferior aos machos. Com o aumento dos preços do bezerro e consequentemente a melhora na margem de cria, pecuaristas fizeram uma retenção maior de vacas para a estação reprodutiva na propriedade. Esse movimento começa a mudar a partir no momento atual de final de safra e período de desmame de bezerros, onde o volume de fêmeas para descarte deverá aumentar, ocasionando maior oferta de bovinos para a indústria. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.