20/May/2026
Segundo o BTG Pactual, as margens da indústria frigorífica brasileira apresentaram recuperação até a segunda semana de maio, impulsionadas principalmente pela redução no custo do boi gordo e pela continuidade da valorização da carne bovina no mercado internacional. Os spreads domésticos da carne bovina avançaram 4,1% na comparação com o mês anterior. Os spreads de exportação registraram alta de 5,5% no mesmo intervalo. Na comparação anual, os spreads domésticos acumulam avanço de 2,9%. A recomposição das margens foi favorecida pelo alívio nos custos de aquisição de gado, em um cenário de desaceleração recente das cotações do boi gordo, combinado à manutenção de preços firmes da proteína bovina.
No mercado externo, os preços da carne bovina brasileira seguem em trajetória de valorização. O preço médio exportado alcançou US$ 6.461,00 por tonelada até a segunda semana de maio, avanço de 3,5% frente a abril e de 24,2% na comparação anual. Na avicultura, o relatório aponta fortalecimento das margens domésticas em meio à alta dos preços do frango no mercado interno. Os spreads domésticos do setor avançaram 6,6% no mês e ficaram 28,1% acima da média histórica para o período. Os spreads de exportação registraram leve alta de 0,2% em relação a abril. O desempenho positivo do segmento avícola reflete preços mais sustentados da proteína, apesar das oscilações observadas nos custos de alimentação animal.
Na suinocultura, o ambiente de margens permaneceu mais estável. Os spreads domésticos avançaram 0,1% no mês, enquanto os spreads de exportação recuaram 0,6%. A redução nos custos de ração contribuiu para compensar o comportamento mais fraco dos preços da carne suína. Nos Estados Unidos, o cenário para a indústria bovina segue mais pressionado. Os preços do gado registraram alta de 5% no mês, ampliando a pressão sobre as margens dos frigoríficos norte-americanos. O quadro reforça a melhora relativa da competitividade da indústria frigorífica brasileira no mercado internacional, sustentada pelo avanço das exportações, pela valorização da proteína bovina e pela recente acomodação nos custos do gado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.