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15/May/2026

Carnes: Agro deve adotar postura mais pragmática

Especialistas defendem que o agronegócio brasileiro adote postura mais pragmática e técnica diante do aumento das exigências internacionais relacionadas à sustentabilidade, rastreabilidade e padrões sanitários. O tema ganhou força após a União Europeia (UE) retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais vivos e produtos de origem animal ao bloco, sob alegação de insuficiência de garantias relacionadas ao cumprimento das regras europeias sobre uso de antimicrobianos na pecuária. A medida entrará em vigor em 3 de setembro e poderá afetar exportações brasileiras de bovinos, aves, ovos, produtos de aquicultura e mel.

A Fundação Dom Cabral (FDC) afirmou que a restrição europeia já era esperada pelo setor e criticou a falta de preparação para evitar o problema. O agronegócio brasileiro precisa reduzir vulnerabilidades regulatórias e evitar fragilidades que ampliem pressões externas sobre o setor. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criticou o discurso de parte do setor que atribui barreiras comerciais apenas ao protecionismo internacional. O agronegócio precisa reagir com foco técnico e maior capacidade de adaptação às novas exigências dos mercados compradores. Episódios recentes reforçam a necessidade de o setor abandonar uma postura defensiva e avançar em soluções estruturais voltadas à preservação da competitividade internacional da agropecuária brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.