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14/May/2026

Boi: Brasil aumenta exportações de carne em 2026

As exportações de carne bovina in natura estão em ritmo intenso desde o ano passado, com os volumes mensais ultrapassando as 200 mil toneladas desde março de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil já embarcou 953,606 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 15,2% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e quase 30% acima do observado no primeiro quadrimestre de 2024. Em abril de 2026, especificamente, a quantidade exportada somou 251,944 mil toneladas, a maior já registrada para o mês em toda a série histórica da Secex. Dentre os principais destinos da proteína, a China segue como a principal compradora do produto nacional, com aquisições de 135,472 mil toneladas apenas em abril de 2026, crescimento de 32,8% frente a março de 2026. No quadrimestre, o total exportado é ainda mais expressivo, de 460,888 mil toneladas, alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (386,351 mil toneladas).

Assim, a China respondeu por 48% do total de carne bovina in natura exportada pelo Brasil na parcial deste ano. Vale ressaltar que, com as salvaguardas impostas pelo país asiático, o Brasil tem cota de 1,106 mil toneladas a serem enviadas à China em 2026, com incidência de tarifa de 55% sobre o volume que ultrapassar essa quantidade. Com os embarques de abril, o Brasil já atingiu 50% da cota estabelecida. O segundo principal destino da carne bovina brasileira são os Estados Unidos, com 37,469 mil toneladas enviadas em abril. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o país recebeu 135,640 mil toneladas de carne bovina in natura, correspondendo a 14% do total exportado pelo Brasil no período. O terceiro principal destino é o Chile, com 10,233 mil toneladas embarcadas em abril e 48,854 mil toneladas no quadrimestre, representando 5% do total embarcado. Quanto aos preços da carne exportada, em abril, a proteína nacional teve média de US$ 6,24 por Kg, valor 24,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O preço médio pago pela China, especificamente, atingiu US$ 6,48 por Kg, elevação de 31% em relação a abril de 2025. Os Estados Unidos pagaram US$ 6,24 por Kg, avanço de 24,1% na comparação anual. O Chile pagou US$ 6,00 por Kg, alta de 14,3% frente a abril de 2025. Portanto, a receita somou US$ 1,57 bilhão em abril, aumentos de 15,6% frente a março e de 29,4% na comparação com abril de 2025. Em moeda nacional, o montante atingiu R$ 7,909 bilhões, com elevações mensal de 11,2% e anual de 12,6%. O ambiente externo deve se tornar desafiador para o Brasil nos próximos meses, tanto pelo lado chinês (cotas) quanto pela União Europeia, que anunciou a lista de países que cumprem as regras exigidas pelo bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos em produtos de origem animal e excluiu o Brasil. Vale lembrar que os embarques nacionais de carne bovina ao bloco têm 4% de representatividade no total, em média. Independentemente desse cenário, a oferta global da proteína está reduzida. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.