14/May/2026
A JBS avalia que uma eventual suspensão temporária das tarifas de importação de carne bovina pelos Estados Unidos ampliaria a competitividade da proteína brasileira no mercado norte-americano, em um cenário de restrição da oferta interna nos Estados Unidos. A expectativa do setor ocorre após sinalização de que o governo norte-americano poderá assinar ordens executivas suspendendo, por 200 dias, tarifas e cotas de importação para carne bovina de países exportadores, incluindo o Brasil. A medida busca conter a alta dos preços da proteína no mercado doméstico norte-americano diante da redução do rebanho bovino dos Estados Unidos ao menor nível em 75 anos. A flexibilização tarifária tende a elevar a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano, principalmente em função do perfil complementar da proteína exportada pelo Brasil em relação à produção local dos Estados Unidos.
O mercado norte-americano demanda carne bovina mais magra para composição com a proteína produzida internamente, tradicionalmente mais gordurosa. Nesse contexto, a relação comercial entre os dois países é considerada complementar para abastecimento e composição industrial. A JBS também considera que a flexibilização comercial pode gerar efeitos positivos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos, ampliando a oferta de proteína ao consumidor norte-americano e fortalecendo o fluxo exportador brasileiro. A expectativa do setor é de que o Brasil esteja entre os principais beneficiados pela eventual medida, após o esgotamento, ainda em janeiro, da cota de 65 mil toneladas de carne bovina isenta de tarifas para os Estados Unidos. Desde então, os embarques brasileiros passaram a recolher tarifa de 26,4%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.