14/May/2026
O Brasil exportou 138,3 mil toneladas de carne suína em abril, o maior volume para este mês, considerando-se a série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), iniciada em 1997. O volume embarcado recuou 9,1% frente a março (152,2 mil toneladas), mas avançou 8,2% na comparação com abril de 2025 (127,8 mil toneladas). Este é o quinto mês consecutivo com recordes para cada respectivo período mensal. Essa sequência positiva reflete a estratégia adotada pelo setor nacional nos últimos meses: com o consumo doméstico enfraquecido, agentes têm preferido negociar com o mercado internacional como tentativa de enxugar a oferta interna, o que tenderia a elevar os preços domésticos.
Porém, estimativa do Cepea aponta que as exportações representaram apenas cerca de 26% da produção nacional em abril, enquanto os preços, por sua vez, recuaram no mercado interno. Em relação aos destinos da carne suína brasileira, o Chile registrou aumentou de 5,5% nas aquisições de março para abril, chegando a 11,2 mil toneladas de carne no mês passado, estando no quarto lugar dentre os maiores compradores do produto nacional em 2026. Esse país foi o único dentre os cinco maiores destinos a registrar aumento das aquisições em abril.
Outro destaque foi o Japão. Apesar da baixa de 9% nas compras entre março e abril, o volume adquirido foi o segundo maior da série da Secex. Em dezembro do ano passado, foi noticiado que o país asiático poderia expandir a procura pela proteína nacional em 2026, e isso tem se confirmado: o total destinado ao país na parcial deste ano (de janeiro a abril) supera em 75% o do mesmo período de 2025. Dessa forma, o Japão se tornou o segundo maior parceiro brasileiro, superando parceiros tradicionais como a China. No quadrimestre, as vendas externas somaram 526,4 mil toneladas, aumento de 14,4% frente ao mesmo período de 2025. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.