14/May/2026
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, informou, nesta quarta-feira (13/05), que o governo brasileiro obteve uma sinalização positiva para a realização de novas reuniões técnicas e maior clareza sobre a atualização da lista da União Europeia, que excluiu o Brasil do grupo de países autorizados a exportar produtos de origem animal sem restrições adicionais de antimicrobianos. O ministro relatou que o embaixador do Brasil na União Europeia (UE), Pedro Miguel da Costa e Silva, teve o primeiro encontro com a autoridade sanitária do bloco nesta quarta-feira (13/05) para tratar do impasse.
Segundo o ministro, ficou acordado que as reuniões entre as autoridades prosseguirão para que o Brasil tenha maior previsibilidade sobre as exigências do regulamento. Houve, ainda, a sinalização de que as proteínas animais brasileiras serão analisadas individualmente, "cadeia por cadeia", o que pode facilitar a adequação às normas que proíbem o uso de antimicrobianos para fins de crescimento ou rendimento. A medida europeia, validada pelos Estados-membros, estabelece o dia 3 de setembro de 2026 como prazo para que os países da lista atendam às exigências sanitárias para manter o acesso ao mercado.
O ministro declarou estar "absolutamente tranquilo" quanto à capacidade do setor privado e do governo de se adequarem às exigências e reafirmou a convicção de que o fornecimento não será interrompido. De Paula afirmou, ainda, que a surpresa do governo brasileiro se deu pela antecipação da decisão, uma vez que o tema era tratado tecnicamente, e pela abrangência da medida, que incluiu aves, ovos, mel e pescado. Entretanto, destacou que o status atual das vendas não foi alterado. O Brasil segue exportando carnes para a Europa. O Brasil tem um sistema de defesa agropecuária sólido e acreditado em cerca de 170 mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.