14/May/2026
A JBS avalia que o Brasil possui condições de atender dentro do prazo às exigências da União Europeia relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. A análise ocorre após o bloco europeu retirar o País da lista de nações autorizadas a exportar determinados produtos de origem animal ao mercado europeu. Segundo a companhia, o governo brasileiro já iniciou movimentações para adequação às exigências sanitárias previstas no regulamento europeu, que restringe o uso de antimicrobianos considerados críticos para a saúde humana. A empresa considera que, neste momento, a situação não representa motivo de preocupação imediata e acompanha de perto os desdobramentos das exigências impostas pela União Europeia.
A atualização da lista europeia excluiu o Brasil do grupo de países considerados em conformidade com as regras relacionadas ao uso dessas substâncias na pecuária. Caso o País não apresente garantias técnicas aceitas pela União Europeia, poderá perder, a partir de 3 de setembro de 2026, a autorização para exportar ao bloco produtos como carne bovina, aves, ovos, equinos e itens de aquicultura. Contudo, ainda é prematuro mensurar os impactos efetivos da decisão europeia sobre as exportações brasileiras de proteína animal. Programa Carne Angus Certificada informou acompanhar com atenção a decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco a partir de setembro de 2026, caso o País não apresente garantias relacionadas ao cumprimento das exigências sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
A entidade declarou confiar na atuação das autoridades brasileiras para evitar restrições às exportações nacionais e viabilizar a inclusão do Brasil entre os países considerados aptos a atender às exigências sanitárias europeias. O setor aguarda esclarecimentos adicionais sobre a medida e avalia que as comprovações técnicas necessárias deverão ser apresentadas dentro do prazo estabelecido pela regulamentação europeia. O Carne Angus Certificada considera que o cenário atual não tende a provocar impactos efetivos ao mercado brasileiro. Apesar de responder por aproximadamente 6% dos embarques do programa, o mercado europeu é considerado estratégico para a carne premium brasileira em função da demanda por cortes de maior valor agregado.
A JBS avalia que a União Europeia exerce papel relevante na valorização do segmento premium de carne bovina brasileira, contribuindo para sustentação dos preços de cortes especiais no mercado internacional. O posicionamento ocorre após a União Europeia atualizar a lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco, retirando o Brasil do grupo de nações consideradas em conformidade com as exigências previstas na regulamentação sanitária europeia. Pelas novas diretrizes, eventuais restrições poderão entrar em vigor a partir de 3 de setembro de 2026 caso o Brasil não consiga comprovar conformidade técnica em todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação ao bloco europeu. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.