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13/May/2026

Boi: preços pressionados por maior oferta no físico

A maior oferta de bovinos terminados tem intensificado a pressão baixista sobre os preços do boi gordo no mercado físico em diferentes regiões do Brasil. Em São Paulo, observa-se queda nas cotações de fêmeas e estabilidade no boi gordo. O boi gordo permanece estável em R$ 355,00 por arroba a prazo. A vaca gorda está cotada a R$ 322,00 por arroba a prazo; e a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo. No estado, as escalas de abate giram em torno de 10 dias úteis, indicando maior conforto operacional para os frigoríficos. O movimento de baixa é associado ao período do ano em que há redução da capacidade de suporte das pastagens, o que tende a aumentar a oferta de bovinos no mercado spot. Esse fator, combinado com escalas mais alongadas, reforça a pressão sobre as cotações.

Em Goiás, o boi gordo está cotado a R$ 335,00 por arroba; em Mato Grosso do Sul, a R$ 345,00 por arroba; na Bahia, a R$ 322,00 por arroba; no Pará, a R$ 345,00 por arroba; e em Tocantins, a R$ 335,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, apesar do desempenho positivo das vendas no varejo, impulsionado por datas comemorativas e pela entrada de salários, a maior disponibilidade de carne bovina limita a recuperação de preços. Todas as categorias de carcaça registram queda. A carcaça casada do boi castrado está cotada a R$ 24,50 por Kg; a do boi inteiro, a R$ 23,05 por Kg; a da vaca, a R$ 22,05 por Kg; e a da novilha, a R$ 22,75 por Kg. A expectativa de curto prazo indica possível recomposição de demanda no atacado, com impacto positivo potencial vindo de reposições do varejo após o período de vendas mais aquecidas, o que pode reduzir a pressão de baixa no segmento industrial.