13/May/2026
A União Europeia (UE) publicou nesta terça-feira (12/05) uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco, excluindo o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida, validada pelos Estados-Membros, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro de 2026, com base no Regulamento (UE) 2019/6.
Enquanto o Brasil foi retirado por não fornecer garantias sobre a não utilização dessas substâncias para fins de crescimento ou rendimento, outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a embarcar carnes de bovinos, ovinos e aves. Até 2024, o Brasil tinha autorização para exportar cortes de boi, frango e cavalo, além de mel e peixes, mas a nova diretriz interrompe esse fluxo caso a conformidade técnica não seja comprovada em todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia confirmou que a ausência na lista impede o País de exportar mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos e produtos de aquicultura, ressaltando que o bloco mantém diálogo com as autoridades brasileiras para resolver as pendências de segurança.
O movimento ocorre poucos dias após a assinatura de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio. Para ser reincluído na lista, o governo brasileiro deve garantir o cumprimento das restrições ao uso de agentes reservados para infecções humanas, permitindo a retomada das vendas assim que as garantias de conformidade forem validadas por auditorias técnicas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.