13/May/2026
As exportações brasileiras de carnes (bovina, suína e de aves) e animais vivos para a União Europeia são crescentes tanto em volume quanto em receita desde 2021. No ano passado, por exemplo, o Brasil faturou em valor US$ 2,471 bilhões (81% mais ante 2021) ao bloco europeu. Em volume, as exportações alcançaram 527,8 mil toneladas (31% mais em cinco anos). Esses ganhos estão ameaçados com a decisão desta terça-feira (12/05), quando a União Europeia anunciou que suspenderá as compras dos produtos de origem animal e de animais vivos do Brasil por entender que o País não cumpre exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida, validada pelos Estados-membros, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro de 2026, com base no Regulamento (UE) 2019/6.
Enquanto o Brasil foi retirado por não fornecer garantias sobre a não utilização dessas substâncias para fins de crescimento ou rendimento, outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a embarcar carnes de bovinos, ovinos e aves. Desde 2021, os embarques de proteína animal e de animais vivos à Europa vêm evoluindo, com um leve recuo apenas em 2023. Em 2021, o volume embarcado para o bloco alcançou 402,8 mil toneladas e faturamento de US$ 1,361 bilhão. Em 2022, foram 455,7 mil toneladas e US$ 1,763 bilhão; em 2023, 444,61 toneladas e US$ 1,661 bilhão; em 2024, 449,3 mil toneladas e US$ 1,723 bilhão; em 2025, 527,8 mil toneladas e US$ 2,471 bilhões. Até março de 2026, o Brasil havia embarcado para a União Europeia 147,42 mil toneladas de carnes e animais vivos e faturado US$ 636,94 milhões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.