13/May/2026
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) estima que 139 milhões de doses de vacinas clostridiais estejam disponíveis no mercado brasileiro até dezembro, com entregas de 10 milhões a 12 milhões de doses por mês. A projeção amplia a estimativa que a entidade havia repassado ao Ministério da Agricultura em 5 de maio, quando indicava entregas de 8 milhões a 10 milhões de doses mensais e disponibilização de mais de 100 milhões de doses até o fim do ano. O Sindan afirma que atua de forma coordenada com o Ministério da Agricultura para restabelecer o fornecimento dos produtos. A entidade, na qualidade de representante da indústria de saúde animal, atua de forma coordenada com o Ministério da Agricultura e Pecuária, visando restabelecer o fornecimento no menor prazo possível.
O sindicato acrescenta que mantém interlocução com empresas fabricantes, com foco na ampliação da produção nacional e na viabilização de alternativas de importação emergencial. Porém, a recomposição da oferta não é imediata. Por se tratar de produtos biológicos sujeitos a rigorosos controles previstos em lei e a ciclos produtivos específicos, a recomposição dos estoques exige o cumprimento de prazos técnicos não passíveis de redução significativa. A entidade afirma que seguirá envidando todos os esforços necessários para a plena normalização da oferta, com a maior celeridade possível. As vacinas clostridiais são usadas na prevenção de clostridioses, doenças infecciosas que afetam bovinos e ovinos, causadas por bactérias presentes no solo e no intestino dos animais.
Segundo o Ministério da Agricultura, as doenças podem causar mortes súbitas e têm tratamento de baixa eficácia, o que torna a vacinação o principal instrumento de prevenção. O comunicado do Sindan ocorre depois de uma sequência de cobranças do setor produtivo. Em 29 de abril, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que cobrava a normalização da oferta de vacinas para a bovinocultura e discutia o tema com o Sindan e com o Ministério da Agricultura. Na ocasião, o Sindan afirmou que a perspectiva era de normalização no segundo semestre e disse que a retomada exigia etapas industriais e regulatórias, como produção, testes oficiais, dupla checagem, selagem, aprovação, distribuição e comercialização.
Em 8 de maio, a CNA informou ter enviado ofício ao ministro da Agricultura, André de Paula, pedindo medidas para conter o desabastecimento de imunizantes usados contra doenças como clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose. A entidade também relatou registro de mortalidade de animais em alguns Estados. No mesmo dia, o Ministério da Agricultura atribuiu o desabastecimento a decisões de mercado, após fabricantes descontinuarem a produção e a comercialização dos imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026. A Pasta informou que, entre março e abril, foram liberadas 14.640.910 doses, sendo 9.344.060 de produção nacional e 5.296.850 de importações autorizadas, com expectativa de autorização de mais 10 milhões de doses em maio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.