ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

12/May/2026

Frango: custos mais ajustados favorecem o setor

O Itaú BBA avaliou que a combinação de custos mais ajustados de ração, demanda doméstica estável e maior equilíbrio entre oferta e consumo deve sustentar o mercado brasileiro de frango nos próximos meses. O cenário permanece favorável para a avicultura, embora os entraves logísticos relacionados ao conflito no Oriente Médio continuem limitando o desempenho das exportações no curto prazo. A perspectiva positiva para a 2ª safra de milho de 2026 em Mato Grosso, principal Estado produtor do cereal, reduz o risco de choques nos preços da ração e favorece a estrutura de custos da cadeia de proteína animal. Por outro lado, o cenário é menos favorável para a 2ª safra de 2026 em Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o que pode provocar diferenças regionais nas cotações do milho, embora sem risco relevante de desabastecimento. No mercado externo, a continuidade do conflito no Oriente Médio mantém pressão sobre os custos logísticos das exportações brasileiras de carne de frango.

Os fretes marítimos permanecem elevados, enquanto o desvio das embarcações para rotas alternativas mais longas e mais caras continua sendo o principal entrave operacional, mais relevante do que a própria demanda regional. Ainda assim, o mercado doméstico segue oferecendo sustentação ao setor. A recuperação dos preços das proteínas animais e a competitividade do frango frente à carne bovina abrem espaço para novos reajustes de preços no mercado interno. Em São Paulo, a ave abatida voltou ao patamar de R$ 7,60 por quilo, acumulando valorização de 5% desde o início de abril. Na média mensal, abril registrou alta de 3,8% frente a março, permitindo melhora do spread da avicultura de 32% para 35%, acima da média histórica de 27% observada nos últimos cinco anos. Mesmo após a valorização recente, o frango continua competitivo em relação à carne bovina. Atualmente, são necessários 3,15 quilos de frango para equivaler ao preço de 1 quilo da carcaça dianteira bovina, acima da média histórica de cinco anos, de 2,32 quilos.

Do lado da oferta, dados preliminares apontam crescimento de 4,5% nos abates no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano passado, embora o banco identifique sinais de desaceleração no ritmo ao longo de abril. Nas exportações, abril encerrou com embarques de 472 mil toneladas de carnes de frango in natura e industrializadas, volume 3,7% inferior ao de março, mas ainda 2% superior ao registrado em abril de 2025. O resultado foi considerado positivo diante da continuidade das restrições logísticas provocadas pela obstrução do Estreito de Ormuz, rota estratégica para os embarques destinados ao Oriente Médio. No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras de carne de frango cresceram 4,5% frente ao mesmo período de 2025. Apesar disso, os embarques ao Oriente Médio recuaram 10%, com retrações relevantes para Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Iêmen e Jordânia. Parte dessa queda foi compensada pelo avanço das vendas para a Arábia Saudita e pelo aumento das compras de mercados como Japão, África do Sul, Filipinas e Holanda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.