07/May/2026
De acordo com dados do Benchmarking Confinamento Probeef da Cargill Nutrição e Saúde Animal, com base em 2.762.488 cabeças avaliadas em 217 operações, a rentabilidade do confinamento de bovinos registrou recuperação expressiva em 2025, com lucro médio de R$ 869,00 por cabeça, avanço de 28,8% em relação a 2024 e praticamente alinhado ao maior nível da série histórica, observado em 2020, de R$ 869,80 por bovino. O desempenho consolida a recomposição das margens após um período de forte compressão. Em 2022, o lucro médio havia recuado para R$ 40 por animal, em um ambiente de custos elevados e pressão sobre os preços da arroba. Em 2023, houve recuperação parcial para R$ 83,80 por cabeça, seguida por avanço mais consistente em 2024, quando o indicador atingiu R$ 674,40 por bovino.
Na comparação histórica, o resultado de 2025 supera níveis registrados em anos considerados positivos, como 2019, com R$ 507,60 por cabeça, e 2021, com R$ 452,00 por cabeça, evidenciando melhora estrutural da atividade. A evolução recente está associada ao aumento da eficiência produtiva, ao aprimoramento da gestão de custos, especialmente alimentares, e a um ambiente mais favorável de preços para comercialização dos bovinos terminados. O ganho de desempenho decorre de avanços graduais em nutrição, genética, manejo e adoção de tecnologias. Os confinamentos com melhor desempenho, situados entre os 10% mais eficientes, apresentam combinação de maior ganho de carcaça, maior produção de arrobas por bovino e melhor eficiência biológica, reforçando a relevância de indicadores técnicos na formação das margens.
A incorporação de tecnologia também contribui diretamente para o resultado econômico. Sistemas de automação de trato podem adicionar cerca de R$ 20,00 por cabeça, ao elevar o controle operacional e reduzir perdas. O levantamento aponta ainda mudanças estruturais no sistema produtivo, como a entrada de animais mais leves no confinamento, o que amplia o período de permanência no cocho e exige maior rigor técnico na condução do processo. Nesse contexto, a gestão operacional e o controle de eficiência permanecem como fatores determinantes para a sustentação da rentabilidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.