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07/May/2026

Boi: Brasil-China precisam atualizar acordo sanitário

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) defendeu a necessidade de atualização do acordo sanitário que rege o comércio de carne bovina com a China. A medida é necessária para reduzir divergências técnicas que vêm ampliando notificações por resíduos de medicamentos veterinários. Parte das ocorrências decorre de assimetrias regulatórias entre os países, já que o acordo sanitário bilateral é de 2014 e não foi atualizado desde então. Nesse contexto, o governo brasileiro deveria levar o tema às autoridades chinesas para tentar uma harmonização técnica. Pode ser com uma atualização da lista das substâncias ou uma atualização dos limites.

É necessário que haja alinhamento regulatório para evitar novas barreiras comerciais. Em abril, a China suspendeu as importações de carne bovina e derivados de um frigorífico pertencente ao grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT). O motivo da suspensão foi a detecção de uma substância proibida na China, o acetato de medroxiprogesterona, em um lote de carne bovina congelada desossada exportado pela unidade. O composto é utilizado como medicamento veterinário. Episódios como esse têm aumentado a preocupação da cadeia exportadora e podem indicar um problema mais amplo. O aumento das notificações tem sido acompanhado pela adidância agrícola brasileira em Pequim, que já vinha alertando para um crescimento expressivo das não conformidades relacionadas a resíduos veterinários em cargas brasileiras.

A solução depende de coordenação ao longo da cadeia produtiva, já que o controle no campo é determinante para evitar problemas na exportação. O pecuarista que entregou o boi com um resíduo não sofre penalidade nenhuma. Apesar de, até o momento, a maioria dos casos resultar em notificações e não em suspensões mais amplas, o cenário exige atenção. Hoje não provoca uma punição mais grave, mas amanhã pode provocar. A entidade defende medidas preventivas para evitar impactos mais relevantes sobre as exportações ao principal mercado da carne bovina brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.