04/May/2026
Em São Paulo, o mercado físico do boi gordo apresenta estabilidade nas cotações, após o movimento de queda observado na semana passada. Apesar da manutenção dos preços, a dinâmica segue pressionada pelo alongamento das escalas de abate, que reduz a necessidade imediata de compras por parte da indústria. No Estado, o boi gordo é negociado a R$ 360,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 330,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 342,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 363,00 por arroba a prazo. As escalas de abate estão, em média, preenchidas para cerca de dez dias, o que tem permitido às indústrias atuar com maior seletividade nas aquisições.
Com o avanço das escalas, parte dos compradores se retirou momentaneamente do mercado, reduzindo a concorrência pela boiada pronta. Esse movimento amplia o poder de barganha das indústrias ainda ativas, que passam a testar preços menores. No Maranhão, o boi gordo registra recuo, cotado a R$ 345,00 por arroba, reflexo do aumento recente na oferta de bovinos, com escalas em torno de oito dias. Em Goiás, o boi gordo está cotado a R$ 340,00 por arroba e em Minas Gerais, a R$ 327,00 por arroba. O cenário indica um mercado equilibrado no curto prazo, mas com viés de pressão, sustentado pela recomposição das escalas de abate e pela postura mais cautelosa dos compradores diante da evolução do consumo.