24/Apr/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta sinais de pressão baixista, em meio ao alongamento das escalas de abate e ao aumento relativo da oferta de bovinos terminados. Apesar desse movimento, os preços ainda permanecem estáveis em diversas regiões pecuárias do País, com expectativa de possíveis recuos no curto prazo. O cenário é de menor liquidez e ritmo mais lento de negociações, em um ambiente de cautela após o feriado (21/04).
Os preços estão estáveis, mas observa-se aumento pontual de oferta, permitindo à indústria ampliar escalas e iniciar tentativas de compra em patamares mais baixos. A sustentação dos preços ocorre, em parte, pela atuação de frigoríficos de menor porte, que recorrem ao mercado spot para completar programações de abate. No mercado externo, as exportações de carne bovina seguem aquecidas. Em São Paulo, o boi gordo segue cotado a R$ 365,00 por arroba a prazo.
Em Tocantins, a cotação é de R$ 346,17 por arroba. São observados recuos na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 330,00 e R$ 348,00 por arroba a prazo. Em Mato Grosso, os preços se mantêm estáveis, mas sob pressão baixista, a R$ 360,00 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 25,41 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,40 por Kg.