24/Apr/2026
Segundo a Ponta Agro, as perspectivas para o segundo trimestre indicam condições positivas para o confinamento bovino, embora variáveis de mercado tendem a ser determinantes, especialmente no custo alimentar. A 2ª safra de milho de 2026 será o principal fator de definição dos custos, sobretudo na Região Centro-Oeste. A expectativa é de que a oferta do cereal segure a alta de preços, caso o volume colhido confirme as projeções. Na Região Sudeste, a tendência é de que a competitividade se mantenha, sustentada pela oferta de coprodutos agroindustriais, que têm desempenhado papel central na redução dos custos de energéticos e proteicos.
Esse diferencial pode manter a região em posição vantajosa em termos de custo alimentar. Do lado da receita, o boi gordo deve seguir valorizado, apoiado tanto pela demanda interna quanto pelo desempenho das exportações. Esse fator segue sendo determinante para a sustentação das margens, compensando eventuais oscilações nos custos de produção. Ainda assim, o custo de reposição tende a ganhar relevância no período, podendo limitar parte da rentabilidade. Mesmo nesse cenário, a expectativa é de que as margens do confinamento devam seguir positivas, ainda que mais sensíveis às variações de mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.