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24/Apr/2026

Carnes: desempenho das exportações brasileiras

O desempenho das exportações de proteína animal apresenta dinâmica heterogênea, com destaque para a carne bovina, que sustenta o crescimento do setor em meio a um ambiente ainda desafiador para as margens, especialmente nos segmentos de aves e suínos. Até a terceira semana de abril, os embarques diários de carne bovina alcançaram 12,8 mil toneladas, avanço de 20,2% na comparação mensal e de 5,8% na base anual. O preço médio registrou alta de 5,7% frente ao mês anterior e de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionando a receita em dólar, que cresceu 27% no comparativo mensal e 29,2% na base anual. Apesar do desempenho positivo nas exportações, o segmento enfrenta pressão de custos, com elevação no preço do gado.

O avanço das cotações da carne atenua parcialmente esse efeito, mas ainda indica compressão das margens operacionais. No mercado de frango, o cenário é mais equilibrado. Os volumes exportados aumentaram 6,1% na comparação mensal e 2,6% em relação ao ano anterior, enquanto os preços avançaram 2,3% e 1,9%, respectivamente. Ainda assim, a estabilidade do mercado doméstico e a valorização do Real limitam a expansão das margens, ao reduzir a competitividade das exportações. O segmento de suínos segue como principal ponto de pressão. Os volumes embarcados apresentaram estabilidade relativa, com alta de 1,7% no mês e de 9,9% no ano, porém os preços registraram queda de 2,2% frente a março e de 1,1% na comparação anual, indicando deterioração mais acentuada das margens.

O câmbio também exerce influência relevante sobre os resultados do setor. A valorização do real frente ao dólar, com recuo de 12,6% na comparação anual, reduz a conversão das receitas externas, impactando principalmente os segmentos mais dependentes do mercado internacional, como aves e suínos. Nesse contexto, o setor de proteína animal inicia o segundo trimestre com sustentação dos resultados pela carne bovina, apoiada em preços e demanda externa, enquanto aves enfrentam limitações associadas ao câmbio e suínos mantêm trajetória de maior pressão sobre as margens. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.