24/Apr/2026
Conforme o relatório Agri-Food Outlook 2026, a produção global de ração animal totalizou cerca de 1,44 bilhão de toneladas em 2025, crescimento de 2,9% na comparação anual. O avanço foi sustentado principalmente por ganhos de eficiência e mudanças estruturais na produção, em um contexto de desafios como doenças animais, custos elevados, instabilidade climática e limitações logísticas. O Brasil registrou produção de 89,9 milhões de toneladas, alta de 2,8% em relação ao ano anterior, mantendo-se como o terceiro maior produtor mundial, atrás de China e Estados Unidos. O desempenho ficou alinhado à média global e reforça a posição do País como um dos principais polos da produção de proteína animal.
No recorte por cadeias, o crescimento no Brasil foi disseminado. A produção de ração para frangos de corte avançou 2,7%, atingindo níveis recordes, apoiada pelo consumo doméstico de 47,8 quilos per capita ao ano e por exportações estáveis, mesmo diante de restrições pontuais relacionadas à gripe aviária. A aquicultura apresentou a maior expansão, de 8,9%, refletindo o avanço da piscicultura e a migração do consumo para proteínas de menor custo. A ração para bovinos de corte cresceu 7,1%, impulsionada pela melhora das margens no confinamento, associada a custos mais baixos e exportações firmes.
No segmento de suínos, a produção aumentou 1,9%, acompanhando a elevação dos abates e da demanda externa, enquanto bovinos de leite registraram alta de 2,8%, sustentados por preços mais elevados do leite e expansão produtiva. Outras cadeias, como postura, pets e equinos, também apresentaram crescimento, ainda que em menor intensidade. No cenário global, a expansão da produção de ração ocorreu de forma desigual entre regiões, com maior influência de fatores estruturais, como modernização dos sistemas produtivos, migração para rações industriais e ganhos de produtividade. Alterações no padrão de consumo de proteínas, especialmente em aves e aquicultura, também contribuíram para o avanço.
Os dez maiores países produtores concentraram 65,2% da produção mundial em 2025. A China liderou com 330 milhões de toneladas, crescimento de 4,8%, seguida pelos Estados Unidos, com 267 milhões de toneladas, recuo de 0,8%, e pelo Brasil. Regionalmente, a Ásia manteve a liderança com crescimento de 5%, enquanto a América Latina avançou 2,8%. O maior ritmo de expansão foi observado na África e no Oriente Médio, com alta de 11,5%, impulsionada pela maior adoção de rações industriais e pelo aumento da demanda por proteína animal. O levantamento abrange 142 países e mais de 38 mil fábricas, consolidando-se como referência global para análise de tendências de produção, desafios estruturais e mudanças no consumo de proteínas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.