23/Apr/2026
As importações e exportações brasileiras de lácteos avançaram em março, com crescimento mais intenso das aquisições externas, resultando na ampliação do déficit da balança comercial do setor. Dados da Secex analisados pelo Cepea indicam que as importações aumentaram 33,3% frente a fevereiro, atingindo 242,65 milhões de litros em equivalente-leite (EqL), enquanto as exportações cresceram 11,2%, somando 5,6 milhões de litros EqL. Com esse desempenho, o déficit da balança comercial brasileira de lácteos registrou alta de 33,9% no comparativo mensal, totalizando 237 milhões de litros EqL em março.
Em valores, o saldo negativo alcançou US$ 95,25 milhões, avanço de 32% frente ao mês anterior. Na comparação anual, as exportações recuaram 28,92% em relação a março de 2025, ao passo que as importações cresceram 31,73%. Como consequência, o déficit em volume da balança comercial apresentou elevação de 27% no acumulado do ano. Entre os produtos, as importações de leite em pó representaram 80,8% do total adquirido pelo Brasil em março, com aumento de 35,15% frente a fevereiro, alcançando 196,12 milhões de litros EqL.
As compras externas de queijos, que corresponderam a 18,5% do total, avançaram 27,02% no mesmo comparativo, com preço médio de US$ 9,29 por Kg, alta de 12%. No segmento exportador, leite condensado e queijos lideraram os embarques brasileiros no período, com participações de 23,9% e 36,9%, respectivamente. As vendas externas de leite condensado cresceram 54,39% frente a fevereiro, somando 1,34 milhão de litros EqL, enquanto os embarques de queijos avançaram 2,9%, atingindo 2,07 milhões de litros EqL.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as importações totalizaram quase 604 milhões de litros em equivalente-leite, com recuo de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações somaram 14,9 milhões de litros EqL, queda de 20,9% na mesma base de comparação. O déficit da balança comercial apresentou redução de 0,3% em volume e de 6,8% em valor no comparativo anual, indicando manutenção do desequilíbrio estrutural do setor, ainda influenciado pelo desempenho das importações. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.