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23/Apr/2026

Leite: custo de produção avança no 1º trimestre/26

A elevação das despesas com operações agrícolas impulsionou o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira na “Média Brasil” (Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) em março, mesmo diante da estabilidade no preço da ração. O indicador registrou alta de 0,46% no mês, encerrando o primeiro trimestre de 2026 com avanço acumulado de 2,11%. Os custos com operações mecanizadas apresentaram crescimento de 5,67% na Média Brasil em março, influenciados diretamente pela valorização do diesel. Na categoria de adubos e corretivos, houve elevação de 0,42% no comparativo mensal. Apesar da valorização do Real, o cenário internacional segue pressionando os preços das matérias-primas, resultando em insumos mais caros para o produtor.

O avanço do COE foi parcialmente limitado pela estabilidade nos custos com concentrado, que registraram variação de apenas 0,04% na Média Brasil em março. Entre as regiões acompanhadas, São Paulo se destacou com redução de 5,45% nos gastos com esse insumo. O comportamento dos concentrados divergiu da dinâmica observada no mercado de grãos no período, uma vez que os preços da saca de 60 Kg do milho e da soja avançaram 4,48% e 2,41%, respectivamente, enquanto o farelo de soja recuou 1,2%. No primeiro trimestre de 2026, observou-se postura cautelosa dos produtores em relação aos investimentos na nutrição do rebanho. Mesmo com a recuperação no preço do leite, houve contenção de gastos com alimentação, movimento que pode ser revertido caso os preços do leite se mantenham firmes ou avancem nos próximos meses.

Esse comportamento contribuiu para a queda de 1,28% nos preços dos suplementos minerais e proteicos na “Média Brasil” em março, com variações regionais distintas, incluindo recuos na Bahia, em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, e altas em Goiás, Santa Catarina e São Paulo. No indicador de poder de compra, em fevereiro de 2026, foram necessários 31,82 litros de leite para a aquisição de 1 saca de 60 Kg de milho, redução de 5,79% em relação a janeiro, quando eram necessários 33,56 litros por saca. A melhora na relação de troca foi influenciada pela estabilidade no preço do milho, com alta de 0,03%, frente à valorização de 6,17% no preço médio do leite. Ainda assim, o poder de compra do produtor em relação ao cereal permaneceu 7,8% acima da média dos últimos 12 meses, estimada em 29,3 litros por saca. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.