22/Apr/2026
O mercado físico do boi gordo iniciou esta semana com baixa liquidez, refletindo a redução na atividade diante do feriado nacional (21/04) e a menor presença de agentes nas negociações. O ritmo já vinha desacelerando no fim da semana anterior, com impacto direto sobre o volume de negócios. A menor intensidade das negociações levou frigoríficos a alongarem as escalas de abate, com pagamentos pontualmente mais elevados pelo boi gordo para garantir suprimento durante o período de menor atividade.
Esse movimento contribui para a manutenção de um ambiente de mercado mais lento no curto prazo. Os preços do boi gordo permanecem firmes. Em São Paulo, o boi gordo segue cotado a R$ 365,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 345,00 por arroba; e o “boi China”, a R$ 370,00 por arroba a prazo. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado entre R$ 355,00 e R$ 365,00 por arroba, sustentadas pela boa condição das pastagens e pela oferta restrita de bovinos terminados.
Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado a R$ 332,00 por arroba; em Mato Grosso do Sul, a R$ 358,00 por arroba; no Pará, a R$ 352,00 por arroba; no Acre, a R$ 305,00 por arroba; no Rio de Janeiro, a R$ 350,00 por arroba; e no Rio Grande do Sul, a R$ 11,95 por Kg. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 25,34 por Kg; e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,38 por Kg. O cenário de curto prazo permanece condicionado pela baixa liquidez e pela gestão das escalas de abate, com tendência de retomada gradual das negociações após o período de menor atividade.