22/Apr/2026
De acordo com o relatório China Agricultural Outlook (2026-2035), divulgado na segunda-feira (20/04) pelo governo chinês, a China projeta importar cerca de 3,06 milhões de toneladas de carne bovina em 2035, mantendo a dependência do mercado externo para equilibrar a oferta doméstica. O volume corresponde praticamente ao déficit entre produção e consumo projetado para o período, indicando que as compras externas seguirão como pilar do abastecimento. A produção chinesa de carne bovina deve atingir 8,24 milhões de toneladas em 2035, com crescimento médio anual de 0,6%.
Ainda assim, o avanço não será suficiente para acompanhar a demanda, projetada em 11,3 milhões de toneladas no mesmo ano. Na base mais recente, a produção chinesa somou 8,01 milhões de toneladas em 2025, com alta de 2,8% na comparação anual. No ano passado, o consumo per capita atingiu 7,69 Kg por habitante ao ano, refletindo o avanço gradual da demanda por proteínas de maior valor agregado. As importações de carne bovina devem seguir trajetória não linear ao longo da próxima década, com recuo no curto prazo e retomada gradual até 2035, acompanhando o crescimento do consumo e a evolução mais lenta da produção doméstica.
Do lado da demanda, o crescimento tende a ser sustentado pelo aumento da renda, urbanização e mudanças no padrão alimentar, com maior consumo de proteínas consideradas mais saudáveis e de maior valor agregado. A estratégia do país combina aumento gradual da produção interna com manutenção das importações como instrumento de equilíbrio. O avanço produtivo deve ocorrer por meio de ganhos de eficiência, com uso de tecnologia, melhoramento genético e maior padronização da pecuária. Apesar disso, há limitações estruturais para uma expansão mais acelerada da oferta.
A produção de carne bovina deve apresentar queda inicial antes de retomar crescimento, em função da redução do rebanho de fêmeas reprodutoras, o que restringe a capacidade de resposta no curto prazo. Além do volume, a China deve intensificar a diversificação de fornecedores externos como estratégia para reduzir riscos e aumentar a segurança do abastecimento, em linha com a política de fortalecimento da cadeia de suprimentos agropecuária. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.