22/Apr/2026
Conforme dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações brasileiras de carne bovina apresentaram retração em volume em março, enquanto a receita avançou de forma expressiva, sustentada pela valorização dos preços no mercado internacional. A receita cambial totalizou US$ 1,476 bilhão no mês, alta de 21,42% em relação a março de 2025, enquanto o volume embarcado recuou 6,65%, para 270,53 mil toneladas. No segmento de carne bovina in natura, responsável por cerca de 90% das exportações do setor, os embarques cresceram 8,95% em março, alcançando 233,79 mil toneladas.
A receita somou US$ 1,36 bilhão, avanço de 29,14% na comparação anual. O desempenho indica desaceleração frente aos meses anteriores, após altas de 28,7% em janeiro e 24% em fevereiro, em um contexto de base elevada após volumes recordes registrados em 2025. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações totais de carne bovina, incluindo industrializados e subprodutos, somaram US$ 4,32 bilhões, crescimento de 32,29% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado atingiu 827,64 mil toneladas, alta de 10,98%.
A carne in natura respondeu por US$ 3,98 bilhões no período, com avanço de 37,45%, e embarques de 700,98 mil toneladas, alta de 19,92%. O preço médio de exportação registrou elevação de 14,61%, para US$ 5.642,00 por tonelada. A China manteve a liderança como principal destino das exportações, com receita de US$ 1,816 bilhão no trimestre, alta de 41,83%, e volume de 325,68 mil toneladas, crescimento de 39,35%. O preço médio avançou 15%, para US$ 5.578,00 por tonelada. O país respondeu por 46,4% do volume exportado e 45,6% da receita de carne bovina in natura.
Os Estados Unidos permaneceram na segunda posição entre os principais compradores, impulsionados por restrições na oferta doméstica. As exportações de carne in natura ao país cresceram 60,96% em valor, para US$ 588,98 milhões, enquanto o volume aumentou 28,51%, para 98,17 mil toneladas. O preço médio avançou 25,25%, aproximando-se de US$ 6 mil por tonelada. Para a União Europeia, as vendas de carne in natura registraram aumento de 29,48% na receita, totalizando US$ 187,96 milhões, e de 21,16% no volume, para 21,71 mil toneladas. O preço médio atingiu US$ 8.656,00 por tonelada, alta de 6,86%.
Considerando todos os produtos, as exportações ao bloco somaram US$ 251,57 milhões, com crescimento de 49,84%. Entre outros mercados relevantes, o Chile apresentou aumento de 27,6% no volume importado e de 36,9% na receita no trimestre. A Rússia registrou expansão de 73,4% no volume e de 91,1% no valor. O México também ampliou suas compras, com crescimento de 37,5% no volume e de 55,6% na receita. No período, 106 países ampliaram as importações de carne bovina brasileira, enquanto 49 reduziram suas aquisições, indicando ampliação da base de mercados com crescimento da demanda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.