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16/Apr/2026

Boi: exportação e oferta restrita sustentam alta

O mercado do boi gordo segue com fundamentos sustentados por demanda externa aquecida e menor oferta de animais para abate, especialmente fêmeas, mantendo viés altista no curto prazo, embora com fatores de risco associados à reposição mais cara, sazonalidade e incertezas no ambiente externo. No primeiro trimestre, a combinação entre exportações em ritmo elevado e restrição de oferta impulsionou os preços. Os abates totais recuaram 2% no período, com aumento de 1% para machos e queda de 6% para fêmeas, reforçando o cenário de menor disponibilidade de animais. As cotações acompanharam esse movimento, com média de R$ 350,00 por arroba em março, avanço para R$ 362,00 por arroba na parcial de abril e negócios recentes ao redor de R$ 365,50 por arroba. No mercado de reposição, os preços também registraram alta, com valorização do bezerro superior à do boi gordo em algumas regiões. Em Mato Grosso do Sul, o bezerro subiu 3,4% em março.

A relação de troca permanece pressionada, em torno de 2,2 bezerros por boi vendido, mas a margem da reposição segue positiva, próxima de R$ 3.600,00 na parcial de abril, incentivando a demanda por reposição e sustentando novas altas. No mercado externo, as exportações seguem como principal vetor de sustentação. Em março, os embarques de carne bovina in natura atingiram 234 mil toneladas, recorde para o mês e alta de 8,7% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento foi de 19,7%, com avanço também nos preços médios. A China permanece como principal destino, com participação de 46% das exportações e aumento de 16% no trimestre. Ao mesmo tempo, observa-se diversificação dos embarques, com crescimento para mercados como Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito, México, Filipinas e Emirados Árabes, o que contribui para reduzir parcialmente a dependência do mercado chinês. Para os próximos meses, a tendência é de manutenção da firmeza no mercado físico, sustentada pela oferta mais curta de fêmeas e pelo fluxo consistente de exportações.

A sazonalidade pode elevar a disponibilidade de gado, mas ainda com abates abaixo dos níveis do ano anterior. No mercado futuro, os contratos mais curtos acumularam valorização relevante nos últimos 30 dias, com altas de R$ 18,00 por arroba para abril e de R$ 16,00 por arroba para maio, enquanto vencimentos mais longos indicam preços inferiores aos atuais, refletindo expectativa de acomodação. No consumo doméstico, há fatores opostos atuando sobre a demanda, com eventos sazonais potencialmente positivos para o consumo, ao mesmo tempo em que a elevação dos preços da carne bovina e a maior competitividade de proteínas substitutas limitam o avanço. No mercado internacional, o ritmo de compras da China segue como variável relevante. Mantido o crescimento de 17% observado no primeiro trimestre, a cota de 1,1 milhão de toneladas tende a ser atingida por volta de agosto, com expectativa de retomada das aquisições no fim do ano para recomposição de volumes futuros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.