15/Apr/2026
O mercado do boi gordo iniciou registra preços firmes e viés de alta, sustentado pela oferta restrita de bovinos prontos para abate e pelo bom desempenho das exportações de carne bovina. O cenário leva as indústrias a intensificarem a compra no mercado spot para composição de escalas, uma vez que a maior disponibilidade de bovinos de confinamento ocorre, tradicionalmente, no segundo semestre.
No lado da oferta, projeções indicam recuo na produção de carne bovina no ano, refletindo menor número de abates. As exportações são estimadas em 4,35 milhões de toneladas, em patamar elevado historicamente, mas inferior ao do ano anterior, com concentração de embarques no primeiro semestre em função de limitações comerciais, incluindo cota de salvaguarda aplicada pela China e tarifa adicional de 55% sobre volumes excedentes.
No mercado físico, as cotações estão estáveis ou em leve alta em São Paulo, com o boi gordo cotado a R$ 365,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 345,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 367,00 por arroba a prazo. No atacado, a oferta reduzida e o aumento dos pedidos de reposição sustentam altas em todas as carcaças, com valorização semanal entre 2,5% e 3,4%, reforçando a tendência de firmeza nos preços no curto prazo.