14/Apr/2026
O boi gordo mantém viés de alta no mercado físico, sustentado pela restrição na oferta de bovinos para abate e pelo encurtamento das escalas. A disponibilidade reduzida de bovinos de pasto, com maior participação do confinamento, limita o volume ofertado e mantém as escalas ao redor de sete dias úteis. A entrada da segunda quinzena do mês pode reduzir o ritmo da demanda interna por carne bovina, especialmente entre frigoríficos voltados ao mercado doméstico, que têm papel relevante na sustentação recente dos preços.
Ainda assim, o mercado segue firme diante da menor disponibilidade. No front externo, as exportações de carne bovina permanecem aquecidas, com perspectiva de continuidade pelo menos até maio, período em que se estima o preenchimento da cota de 1,06 milhão de toneladas destinada à China. Esse fator contribui para a sustentação dos preços no mercado interno. Os produtores mantêm postura firme na comercialização, restringindo a oferta e reforçando o viés altista. Esse comportamento contribui para a sustentação das cotações, mesmo diante de possíveis ajustes na demanda doméstica.
Em São Paulo, o boi gordo permanece cotado a R$ 365,00 por arroba a prazo. Em outras regiões, o mercado também apresenta firmeza. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 335,00 e R$ 347,00 por arroba a prazo, a depender da região do Estado. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado a R$ 365,33 por arroba e em Rondônia, a R$ 335,82 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 25,07 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,05 por Kg.