14/Apr/2026
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de carnes deve alcançar 33,38 milhões de toneladas em 2026, mantendo patamar próximo ao recorde registrado em 2025, mesmo com a queda da produção de carne bovina. O desempenho será puxado principalmente pela avicultura e pela suinocultura, que devem atingir, juntas, mais de 22 milhões de toneladas. A produção de carne bovina tende a recuar 5,3% em relação a 2025, refletindo o início da reversão do ciclo pecuário. Ainda assim, o volume estimado de 11,3 milhões de toneladas representa a segunda maior produção da série histórica. Em 2025, o Brasil atingiu o recorde e se consolidou como maior produtor global, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
As exportações de carne bovina devem somar 4,35 milhões de toneladas, volume elevado em termos históricos, embora inferior ao registrado no ano anterior. A redução reflete, entre outros fatores, a cota de salvaguarda imposta pela China, que limita as compras a 1,1 milhão de toneladas anuais sem sobretaxa e aplica tarifa adicional de 55% sobre o excedente. Esse cenário deve concentrar embarques no primeiro semestre. A carne suína deve apresentar o maior crescimento proporcional entre as proteínas, com alta próxima de 4% em relação ao ano passado. A produção está estimada em 5,88 milhões de toneladas, impulsionada por um rebanho recorde de 44,8 milhões de cabeças. O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados. As exportações de carne suína devem alcançar 1,58 milhão de toneladas em 2026, avanço de 6,1% frente a 2025.
No mercado interno, a disponibilidade também tende a crescer, com previsão de 4,33 milhões de toneladas, alta de 3,4%. Na avicultura, a produção de carne de frango deve ultrapassar novamente a marca histórica, superando 16 milhões de toneladas. As exportações estão projetadas em 5,34 milhões de toneladas, crescimento de 3,6%. As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países. As condições sanitárias são fator-chave para a competitividade do País. A oferta doméstica deve chegar a 10,85 milhões de toneladas, com incremento de 1,8%. No segmento de ovos, a expectativa também é de crescimento. A produção deve atingir 51,2 bilhões de unidades em 2026, avanço de 4,6% em relação ao estimado para 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.