08/Apr/2026
Conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os abates de bovinos em Mato Grosso atingiram recorde para o primeiro trimestre de 2026, com 1,83 milhão de cabeças, alta de 6,70% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelo maior envio de machos aos frigoríficos, que somaram 899,29 mil cabeças, crescimento de 15,66% na comparação anual e recorde para o período. Os abates de fêmeas totalizaram 935,25 mil cabeças, com leve recuo de 0,70%. A composição dos abates indica mudança relevante no perfil do rebanho.
A participação de vacas recuou de 54,78% no primeiro trimestre de 2025 para 50,98% em 2026, enquanto a participação de machos avançou de 45,22% para 49,02%. Mesmo com o volume total recorde, o movimento sugere transição no ciclo pecuário, com sinais de maior retenção de fêmeas ao longo do ano. No campo econômico, a bovinocultura de corte em Mato Grosso deve apresentar crescimento em 2026, mesmo diante da expectativa de retração de 2,18% no Valor Bruto de Produção (VBP) total da agropecuária estadual, estimado em R$ 208,35 bilhões, pressionado pela menor produção agrícola.
A pecuária deve seguir em trajetória distinta, com expectativa de valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelo ciclo pecuário, retenção de fêmeas e demanda firme por animais terminados. Apesar do ritmo ainda elevado de abates no início do ano, a tendência é de ajuste gradual da oferta ao longo de 2026. Nesse cenário, a bovinocultura de corte deve representar 20,21% do VBP estadual, alcançando R$ 42,10 bilhões, com alta de 6,87% na comparação anual. O principal vetor de crescimento projetado para o setor é o preço, mais do que o volume, reforçando a mudança de fase no ciclo pecuário. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.