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08/Apr/2026

Suíno: Brasil avança em clonagem para xenotransplantes

A clonagem do primeiro suíno no Brasil marca avanço relevante na biotecnologia aplicada à saúde e à produção animal, com potencial impacto no desenvolvimento de xenotransplantes, técnica que utiliza órgãos de animais em humanos. O suíno nasceu com 2,5 Kg em laboratório do Instituto de Zootecnia, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, no município de Piracicaba (SP). O projeto integra o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da Universidade de São Paulo (USP) e tem potencial de impacto direto sobre a demanda por transplantes no País, estimada em cerca de 48 mil pessoas em fila.

O avanço ocorre após consolidação de técnicas de modificação genética de células, dominadas em 2022, que permitiram a progressão para a etapa de clonagem, considerada um dos principais gargalos tecnológicos. A evolução recente da engenharia genética tem possibilitado superar limitações históricas associadas à rejeição imunológica, por meio da identificação e desativação de genes responsáveis por respostas adversas, além da inserção de genes humanos para aumentar a compatibilidade entre espécies. Nesse contexto, a clonagem é etapa essencial para replicação em escala de animais geneticamente modificados. A eficiência do processo ainda é limitada, variando entre 1% e 5% em centros internacionais, o que reforça a relevância do resultado obtido no Brasil.

O domínio dessa etapa indica avanço na capacidade nacional de desenvolvimento de soluções completas na cadeia de biotecnologia aplicada. As próximas fases do projeto incluem a clonagem de suínos geneticamente modificados, condição necessária para o início de testes pré-clínicos e posterior aplicação em humanos. O objetivo é viabilizar a produção de órgãos em escala, reduzindo o tempo de espera por transplantes. O desenvolvimento dessa tecnologia no País é considerado estratégico para ampliar o acesso pelo sistema público de saúde e reduzir a dependência de soluções importadas, além de mitigar custos associados. O avanço também posiciona o Brasil em uma fronteira tecnológica relevante, com impactos tanto na medicina quanto na suinocultura de alta tecnologia. Fonte: Valor Econômico. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.