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06/Apr/2026

Boi: preços sustentados por restrições na oferta

O preço do boi gordo não dá sinais de recuo no mercado físico. O cenário de oferta limitada de bovinos prevalece e, além disso, a provável maior demanda interna por carne bovina nos próximos dias, com o pagamento de salários e o fim do período de Quaresma, obriga a indústria a elevar ou pelo menos a manter suas propostas de compra. As exportações da proteína também seguem firmes. Em São Paulo, a cotação do boi gordo segue estável a R$ 355,00 por arroba a prazo.

As escalas de abate estão curtas, atualmente em torno de 7 dias úteis. A conjuntura de escassez de boiadas é reforçada pela possibilidade de os pecuaristas segurarem os bois no pasto neste momento de clima favorável. O preço médio do boi gordo em São Paulo bateu recorde em março, a R$ 350,18 por arroba, chegando a R$ 356,00 por arroba no dia 31 de março, o maior valor nominal da série histórica do Cepea. As escalas permaneceram curtas, entre 5 e 8 dias úteis, levando frigoríficos a cederem reajustes ao longo do mês passado.

Em Rondônia, a cotação registra alta de R$ 5,00 por arroba em todas as categorias. A oferta limitada de bovinos, as escalas curtas e a postura firme da ponta vendedora vêm ditando o mercado. Neste Estado, o boi gordo está cotado a R$ 320,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 295,00 por arroba a prazo; a novilha gorda a R$ 310,00 por arroba a prazo; e o ‘boi China’, a R$ 323,00 por arroba a prazo. As escalas de abate estão em torno de 5 dias úteis. Em São Paulo, no atacado, os preços se mantêm estáveis. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,44 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 22,23 por Kg.