02/Apr/2026
O mercado físico do boi gordo mantém viés de alta, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados. Embora em São Paulo os preços dos machos apresentem estabilidade, há valorização para categorias como novilha e “boi China”, indicando sustentação do movimento de alta. Observa-se avanço de preços na maior parte das regiões, refletindo a limitação na disponibilidade de boiadas. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 340,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 360,00 por arroba a prazo.
A restrição de oferta segue como principal vetor de sustentação das cotações. Em paralelo, observa-se maior atuação de frigoríficos no mercado spot, movimento associado à necessidade de recomposição de estoques em função da semana encurtada por feriado e da expectativa de aumento do consumo interno no início do mês. As escalas de abate permanecem enxutas, variando entre cinco e oito dias úteis, o que reforça a necessidade de compras por parte da indústria e contribui para a sustentação dos preços. Em São Paulo, as programações atendem, em média, cerca de sete dias úteis. No Pará, o boi gordo está cotado a R$ 338,61 por arroba.
Em Mato Grosso, a manutenção das chuvas tem favorecido a retenção de bovinos no pasto, reduzindo a oferta imediata e impulsionando os preços. No Estado, as cotações variam entre R$ 347,00 por arroba e R$ 350,00 por arroba, conforme a região. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina estão em alta, com a carcaça casada do boi cotada a R$ 24,44 por Kg e da vaca, a R$ 22,23 por Kg, reforçando o ambiente de firmeza ao longo da cadeia. O cenário segue marcado por equilíbrio apertado entre oferta e demanda, com expectativa de continuidade da sustentação das cotações no curto prazo, diante da limitação de bovinos prontos para abate e da necessidade de recomposição de estoques pela indústria.