02/Apr/2026
Segundo o Bradesco, o esgotamento da cota de importação da China surge como o principal fator de risco para as exportações brasileiras de carne bovina em 2026, com potencial impacto sobre a demanda externa ao longo do segundo semestre. O ritmo atual dos embarques indica que o limite pode ser atingido já em julho. No primeiro bimestre, os envios ao mercado chinês somaram 223,5 mil toneladas, com crescimento de 21,7%, enquanto as exportações para outros destinos avançaram 24%.
Mantido esse desempenho, há risco de redução da demanda chinesa na segunda metade do ano. Apesar desse ponto de atenção, o cenário global permanece favorável ao Brasil, em função da restrição de oferta de carne bovina no mercado internacional. O País mantém posição competitiva como fornecedor relevante, diante da limitação produtiva em outros exportadores. No mercado interno, a demanda segue sustentando os preços, apoiada pela expansão da renda e pelo crescimento do consumo de proteínas.
Ainda assim, a competitividade com outras carnes pode limitar avanços adicionais, especialmente diante da queda nos preços da carne de frango. Do lado da oferta, a disponibilidade de bovinos tende a crescer ao longo do segundo trimestre, com impacto direto sobre as cotações do boi gordo. A redução das chuvas nas principais regiões produtoras deve ampliar a oferta de bovinos terminados, após um início de ano marcado mais por retenção do que por escassez efetiva.
O avanço do confinamento também deve reforçar a pressão sobre os preços, em um ambiente de custos mais baixos de grãos e rações, que aumentam a atratividade da atividade e indicam volumes mais elevados de animais oriundos do cocho a partir de junho. Nesse contexto, os preços do boi gordo podem apresentar acomodação no terceiro trimestre, influenciados pela maior oferta e pelos custos reduzidos, embora ainda encontrem sustentação na demanda doméstica e externa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.