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02/Apr/2026

Suíno: demanda externa e milho definem margens

Segundo o Bradesco, a recuperação dos preços da carne suína no Brasil ao longo de 2026 deve depender principalmente do desempenho das exportações e da trajetória dos custos com ração, em um ambiente de limitações no mercado doméstico. O comércio exterior tende a ser determinante para sustentar eventuais ganhos de preços no segundo semestre, embora o ritmo de crescimento das exportações ainda apresente incertezas. A demanda internacional continua como principal vetor de suporte diante da estabilidade do consumo interno. Entre os fatores positivos, destaca-se o aumento da demanda das Filipinas, impulsionada pela peste suína africana (PSA), além do potencial de expansão das vendas ao Japão.

Por outro lado, houve retração nos embarques para a China e outros destinos no início do ano, o que reforça o cenário de cautela. No mercado interno, o consumo permanece estável, sem força suficiente para impulsionar as cotações. Após recuo no início do ano, os preços da carcaça suína se estabilizaram ao redor de R$ 9,90 por quilo, refletindo o equilíbrio entre oferta crescente e demanda moderada. A concorrência com outras proteínas também limita avanços mais consistentes. A maior disponibilidade de carne de frango e a expectativa de aumento da oferta de carne bovina tendem a restringir a valorização da proteína suína. Do lado dos custos, o cenário apresenta desafios adicionais.

Apesar do alívio observado no início do ano, com a queda nos preços dos grãos favorecendo as margens, a perspectiva para o segundo semestre é de pressão, especialmente em função de um balanço global mais apertado de milho, que pode elevar os custos de ração. A queda recente das cotações foi resultado da combinação de aumento da oferta e estabilidade da demanda interna. Ainda assim, a atual acomodação dos preços indica capacidade de absorção da produção pelo mercado, mantendo margens ainda consideradas atrativas para produtores e indústria. O desempenho das exportações e a evolução dos custos de alimentação animal permanecem como fatores centrais para a definição da trajetória de preços ao longo do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.