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01/Apr/2026

Frango: alta nos custos deve elevar preço da carne

Segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), a escalada dos custos de produção, intensificada pelo conflito no Oriente Médio, deve levar a indústria avícola do Paraná a promover reajustes entre 15% e 20% nos preços, com o objetivo de recompor margens diante da pressão sobre insumos, energia e logística. O setor registra aumento de até 20% nos custos operacionais, impactando diretamente a rentabilidade. Entre os principais vetores de alta estão os grãos utilizados na ração, como milho e farelo de soja, que podem representar até 70% da composição, além de energia elétrica, embalagens vinculadas ao petróleo, custos logísticos e transporte, pressionados pelo diesel e por gargalos na cadeia. O ambiente internacional contribui para a elevação da incerteza, com efeitos sobre fretes, energia e previsibilidade de mercado, ampliando a volatilidade e dificultando o planejamento produtivo.

O cenário também indica um ponto de inflexão para o setor, no qual o equilíbrio entre oferta e demanda ganha maior relevância. A recomposição ainda parcial dos mercados internacionais, combinada a oscilações no consumo, eleva o risco de sobreoferta, com potencial de pressionar preços e deteriorar margens. O Paraná concentra parcela relevante da atividade avícola nacional, respondendo por cerca de 41% das exportações brasileiras de carne de frango e mais de 34% da produção. O Estado movimenta aproximadamente R$ 45 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP), com impacto significativo sobre emprego e renda ao longo da cadeia. Diante desse contexto, a indústria tende a revisar estratégias produtivas, com foco em maior precisão no ajuste entre produção e demanda, reduzindo o risco de excedentes e buscando preservar o equilíbrio econômico do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.