30/Mar/2026
Segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 279,26 mil toneladas em fevereiro de 2026, avanço de 28,64% ante igual período de 2025, gerando receita cambial de US$ 1,449 bilhão, crescimento de 39,57%, consolidando início de ano robusto para o setor. No acumulado do primeiro bimestre, os embarques alcançaram 557,24 mil toneladas (+22%) e US$ 2,865 bilhões (+39%), considerando carnes in natura e industrializadas, além de miudezas e subprodutos.
A China manteve-se como principal destino, com compras de 223,7 mil toneladas (+21,7%) e receita de US$ 1,221 bilhão (+36%), embora a participação no total exportado tenha recuado para 42,6%, refletindo maior diversificação dos mercados. Os preços médios da carne in natura exportada ao país asiático subiram 12%, para US$ 5.461,00 por tonelada. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com exportações de carne in natura de 63,08 mil toneladas (+60%) e valor de US$ 379 milhões (+97,3%). Considerando todos os produtos, as vendas ao país somaram US$ 448,7 milhões (+56,8%), com preço médio de US$ 6.015 por tonelada (+23,4%).
Na União Europeia, os embarques de carne in natura atingiram 14,17 mil toneladas (+18,8%) e US$ 121,4 milhões (+24,6%), com preço médio de US$ 8.568 por tonelada (+4,85%). Outros mercados relevantes apresentaram expansão expressiva, como Chile, com 23.609 toneladas (+22,4%) e US$ 135,9 milhões (+29,3%), e Rússia, com 23.349 toneladas (+106,6%) e receita de US$ 102,6 milhões (+132,3%). O início de 2026 evidenciou crescimento generalizado das exportações brasileiras, com aumento das compras por 109 países, enquanto 42 reduziram aquisições, indicando demanda internacional ainda aquecida pela carne bovina nacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.