30/Mar/2026
Segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina no início de 2026 indica que o impacto das medidas de salvaguarda impostas pela China deve ser limitado ao longo do ano. Apesar de o país asiático continuar como principal destino, o crescimento mais acelerado de outros mercados tem reduzido a concentração das vendas externas brasileiras, com destaque para Estados Unidos, União Europeia, Chile, Rússia, países do Oriente Médio e do Sudeste Asiático.
Os Estados Unidos, segundo maior comprador, apresentam déficit estrutural de oferta e devem demandar aproximadamente 2,5 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A abertura e consolidação de novos mercados, incluindo Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, reforçam a estratégia de diversificação, contribuindo para manter aquecida a demanda internacional pela carne bovina brasileira.
Do lado da oferta, a retenção de fêmeas e a valorização dos animais de reposição reduzem a disponibilidade de carne bovina ao longo do ano, sustentando a valorização dos preços. Eventuais efeitos do conflito no Oriente Médio podem pressionar custos logísticos, mas o impacto direto sobre os volumes exportados é considerado limitado, sendo mais relevante para logística e despesas associadas ao transporte da proteína. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.