27/Mar/2026
Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo lançaram o Programa de Genética e Melhoramento Animal (GMA), com foco na elevação da produtividade e eficiência na pecuária de corte. A iniciativa reposiciona a vaca como elemento central nas decisões de seleção, reconhecendo seu papel na produtividade, na qualidade do produto final e na sustentabilidade dos sistemas produtivos. O programa foi apresentado durante a FEMEC 2026, em Uberlândia, e incorpora um índice bioeconômico inédito, baseado em dados de rebanhos avaliados, considerando características como fertilidade, precocidade sexual, peso e produtividade. A proposta é orientar decisões técnicas com base em indicadores integrados de desempenho. As estimativas indicam potencial de melhoria de até 10% nos indicadores produtivos por animal, com custo equivalente a 6% do investimento necessário para sua manutenção, variando conforme condições sanitárias, nutricionais e nível de adoção tecnológica nas propriedades.
O projeto conta com participação de pesquisadores e instituições técnicas, além de integração com produtores, visando ampliar a difusão de tecnologias de melhoramento genético. Atualmente, o programa encontra-se em fase operacional, com 55 criadores participantes no Brasil e em países como México, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Honduras e Guatemala. No contexto nacional, o potencial de expansão tecnológica é significativo. O Brasil possui 238,2 milhões de cabeças de gado, sendo cerca de 80 milhões de vacas, enquanto apenas 21,29% das matrizes são inseminadas, indicando ampla margem para intensificação produtiva via genética. A proposta do GMA inclui segmentação dos rebanhos em grupos conforme desempenho produtivo, permitindo a definição de estratégias específicas para evolução dos indicadores ao longo do tempo, com suporte técnico, avaliação genética e planejamento produtivo. Fonte: GMA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.