26/Mar/2026
Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina seguem firmes ao longo de março, em contraste com o movimento de queda observado para as proteínas concorrentes, como suínos e frango. O cenário é sustentado por exportações em níveis elevados e pela menor disponibilidade interna de produto. Na parcial de março, a carcaça casada bovina apresenta leve recuo de 0,08%, sendo negociada a R$ 24,28 por Kg. No mesmo período, a carcaça suína registrou queda de 1,54%, enquanto o frango resfriado acumulou desvalorização mais intensa, de 6,35%. A oferta limitada de bovinos prontos para abate, aliada à demanda externa aquecida, tem reduzido a disponibilidade doméstica e sustentado os preços tanto do boi gordo quanto da carne bovina.
Mesmo durante a Quaresma, período de consumo mais fraco, as cotações permanecem firmes. O dianteiro bovino acumula valorização de 1,23% em março, sendo o principal suporte dos preços, impulsionado pela demanda internacional. A ponta de agulha e o traseiro registram recuos de 0,65% e 0,78%, respectivamente. O avanço das exportações em 2026 tem papel relevante na sustentação do mercado. A participação dos embarques sobre a produção interna atinge média de 31,14%, a maior da série histórica, superando os 30,92% registrados em 2025. Entre janeiro e março do ano passado, esse percentual havia ficado na casa de 26%.
A disponibilidade interna de carne bovina entre janeiro e fevereiro deste ano é a menor desde 2024, ficando 6,89% abaixo do mesmo período de 2025, reforçando o cenário de oferta ajustada. Apesar da firmeza da carcaça, cortes bovinos sem osso, especialmente os de maior valor agregado, apresentam queda de preços. O contrafilé acumula desvalorização de 6,32% em março, enquanto o peito bovino registra alta de 2,77%, evidenciando comportamentos distintos dentro da carcaça. No comparativo com proteínas concorrentes, o pernil suíno sem osso recuou 3,9% no período, sendo negociado a R$ 13,45 por Kg, ampliando sua competitividade frente ao dianteiro bovino. O filé de peito de frango resfriado registrou queda de 3%, reforçando a maior atratividade relativa dessas proteínas frente à carne bovina. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.